Já é tarde meu bem. Já é pra mim.
Ontem pensei ter visto o céu mas era só chuva. Só nuvem escondendo o universo.
Pensei ter visto teus olhos mas no fundo eram só capricho. Rio profundo escondendo o mundo.
Quando nos encontramos você sorriu e sob as árvores eu pensei ter encontrado par.
Agora acho graça, rio alto pra desculpar as lágrimas que rolam.
Ultimamente faço dessas coisas motivo. Motivo pra seguir, pra sorrir, pra amar, pra sofrer, pra chorar.
Escrevo incansáveis versos e percebo que isso tudo é medo. E ao ler mais esse meu medo aumenta, mas no meu íntimo nem ligo, assumo. Já conheço esse estado. Sempre fujo, sempre me pego.
Se passa um dia sem que eu te perceba ao redor começo a cair.
Se a luz do celular não brilha as sete eu logo penso onde andará.
Se do nada se torna lacônico em pedacinhos me leva pra um canto vazio, onde afasto tudo do meu coração.
E quando me vejo entregue e você some tudo desmorona. E então vejo que aquela vontade de gostar de verdade era desculpa, mentira que escondia que já te adoro. Já te quero.
E agora o passado me toma, e me lembro desses momentos tão presentes. E dos enfins e fins que a minha vida tomou.
Então penso, falo comigo e espero com a insensatez de menina, esperançosa de que meus planos se cumpram.
Pena que nada acontece como planejo.
E o que me resta? O que posso fazer além de continuar, de esperar que tudo tenha um final feliz?!
A verdade é que ando sem vontade de me frear. Então já não importa mais o que há de passar ou ficar.
E quantas vezes já se foi? Quantos sabores deixando seu gosto amargo e o vazio pela manhã?
Já não tenho dedos ou meios para contar.
Então escolho sentir, me rasgar por dentro.
E com um sorriso no rosto seguir.
*J'ai peur de devenir un adulte sans rêves*
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Em uma canção de amor, o que há?
E se me enchesse de dedos? E perdesse totalmente o que tenho e o que há por vir?
Se num segundo te adoro, em outro minuto qualquer choro. Já não sei pra onde ir.
Se acredito que te quero. No fim nada resta além de espera.
Se hoje te amo, amanhã com teu sorriso simplesmente me canso.
Se nesses versos enxerga canto, talvez seja o rapaz certo para este tanto, tanto cheia de sentimentos dos quais nem conto, dos quais me espanto.
Se não te largo nenhum momento, logo o sono me toma e prefiro minha cama quente.
Se tua voz me era calmaria, certo dia nela tudo me irrita.
Se me conheço tempestiva e luto de todas as formas para ter-te comigo. Agora já estou cheia deste momento tedioso que tem sido dividir as tardes contigo.
Me dói nunca conseguir estar.
Me dói a dor de querer e não querer ficar.
A vida sozinha não é nada além de saudade e vício.
Sinto falta da saudade.
Sinto falta do meu vício.
Minha sina além da febre branda é sofrer como castigo auto-imposto. No mundo se sentir sozinho.
Abandonado de mim sigo como cão sem lar. Mendigo. Bicho sem abrigo.
Carente de carinho afasto as mãos que me dominam.
Pobre de espírito me delimito a medir o querer em superfície lisa.
Ai como eu te admiro, a simplicidade. Um sentimento num suspiro.
Me perdoe por listar meus mal fadados espinhos.
É que tão somente olho em teus olhos e me vejo mentindo a verdade.
Tomando como minha verdade aquilo que logo mais não sinto.
Desculpa.
Se num segundo te adoro, em outro minuto qualquer choro. Já não sei pra onde ir.
Se acredito que te quero. No fim nada resta além de espera.
Se hoje te amo, amanhã com teu sorriso simplesmente me canso.
Se nesses versos enxerga canto, talvez seja o rapaz certo para este tanto, tanto cheia de sentimentos dos quais nem conto, dos quais me espanto.
Se não te largo nenhum momento, logo o sono me toma e prefiro minha cama quente.
Se tua voz me era calmaria, certo dia nela tudo me irrita.
Se me conheço tempestiva e luto de todas as formas para ter-te comigo. Agora já estou cheia deste momento tedioso que tem sido dividir as tardes contigo.
Me dói nunca conseguir estar.
Me dói a dor de querer e não querer ficar.
A vida sozinha não é nada além de saudade e vício.
Sinto falta da saudade.
Sinto falta do meu vício.
Minha sina além da febre branda é sofrer como castigo auto-imposto. No mundo se sentir sozinho.
Abandonado de mim sigo como cão sem lar. Mendigo. Bicho sem abrigo.
Carente de carinho afasto as mãos que me dominam.
Pobre de espírito me delimito a medir o querer em superfície lisa.
Ai como eu te admiro, a simplicidade. Um sentimento num suspiro.
Me perdoe por listar meus mal fadados espinhos.
É que tão somente olho em teus olhos e me vejo mentindo a verdade.
Tomando como minha verdade aquilo que logo mais não sinto.
Desculpa.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Saudade de você
Dos caminhos que nos levam a compartilhar as noites escuras.
Das árvores e do vinho tinto.
De descordarmos e não guardarmos nossas vontades. Ou rancor.
Da amizade que nos mostra inteiros.
Sinto falta de chorar contigo e rir de bobagens.
Adoro como somos diferentes. Como tua calma me invade e minha efervescência te faz sorrir.
Gosto de como você (não) faz a barba, do seu jeito rebuscado de falar e quando me trás novidades.
Espero que você dê de volta a metade dos passos que nos afastam e me espere em um buteco qualquer que eu chego lá.
Espero que a gente faça as viagens que combinamos enquanto divagamos em filmes tolos e sushis no mesmo prato.
Quero pra mim de volta todas as suas dúvidas, sua sabedoria de menino/homem que viveu mais na alma que na própria vida, que ainda é tão curta.
Quero te dar mais uma vez minha intenção, minha boca, olhos e ouvidos, meu abrigo e minhas covinhas de menina boba ao escutar de uma maneira carinhosamente ácida que só a gente entende que tudo em mim deveria te irritar, e que não amaria ninguém mais que fosse assim como eu.
E você bem sabe como meus dias seriam monótonos com alguém como você. Que não fosse você, é claro.
Vamos correr e quem sabe mais tarde dá tempo de um abraço, uma confidência, um trago, um riso alto.
Você, meu amigo, sempre vai ter um pedaço meu. Isso porque uma vez nos táxis da madrugada eu realmente te vi. E agora é simples como respirar esperar mais um dia pra gente "siamá"
<3 p="">3>
Das árvores e do vinho tinto.
De descordarmos e não guardarmos nossas vontades. Ou rancor.
Da amizade que nos mostra inteiros.
Sinto falta de chorar contigo e rir de bobagens.
Adoro como somos diferentes. Como tua calma me invade e minha efervescência te faz sorrir.
Gosto de como você (não) faz a barba, do seu jeito rebuscado de falar e quando me trás novidades.
Espero que você dê de volta a metade dos passos que nos afastam e me espere em um buteco qualquer que eu chego lá.
Espero que a gente faça as viagens que combinamos enquanto divagamos em filmes tolos e sushis no mesmo prato.
Quero pra mim de volta todas as suas dúvidas, sua sabedoria de menino/homem que viveu mais na alma que na própria vida, que ainda é tão curta.
Quero te dar mais uma vez minha intenção, minha boca, olhos e ouvidos, meu abrigo e minhas covinhas de menina boba ao escutar de uma maneira carinhosamente ácida que só a gente entende que tudo em mim deveria te irritar, e que não amaria ninguém mais que fosse assim como eu.
E você bem sabe como meus dias seriam monótonos com alguém como você. Que não fosse você, é claro.
Vamos correr e quem sabe mais tarde dá tempo de um abraço, uma confidência, um trago, um riso alto.
Você, meu amigo, sempre vai ter um pedaço meu. Isso porque uma vez nos táxis da madrugada eu realmente te vi. E agora é simples como respirar esperar mais um dia pra gente "siamá"
<3 p="">3>
quarta-feira, 13 de março de 2013
A nossa história.
Um dia a gente se encontra
E num futuro distante te conto como foi
Passar pela vida inteira sozinho sabendo o que é procurar por você.
Um dia a gente se vê
E de mãos dadas seguiremos em frente
Porque a vida faz isso, e quando vemos já foi.
Um dia a gente se beija
E as palavras serão substituídas por olhares
E o tempo nos leva sem querermos sair do lugar.
Um dia a gente se desentende
Porque as pessoas são diferentes
E as experiencias nos trouxeram de outro lugar.
Um dia a gente vira as costas
Porque apesar do amor o orgulho é mais forte
E fracos que somos voltamos a nos perder.
Um dia a gente sente saudade
E percebe que além das lembranças nada vale a pena
E nossa distância é só vaidade
Que não vale viver sem o seu querer bem.
Um dia a gente desiste da burrice e corre
E com sorte teremos um último vislumbre do paraíso aqui.
E então graças a Deus.
Então adeus
Adeus a vida
Adeus você
Foi um prazer.
E num futuro distante te conto como foi
Passar pela vida inteira sozinho sabendo o que é procurar por você.
Um dia a gente se vê
E de mãos dadas seguiremos em frente
Porque a vida faz isso, e quando vemos já foi.
Um dia a gente se beija
E as palavras serão substituídas por olhares
E o tempo nos leva sem querermos sair do lugar.
Um dia a gente se desentende
Porque as pessoas são diferentes
E as experiencias nos trouxeram de outro lugar.
Um dia a gente vira as costas
Porque apesar do amor o orgulho é mais forte
E fracos que somos voltamos a nos perder.
Um dia a gente sente saudade
E percebe que além das lembranças nada vale a pena
E nossa distância é só vaidade
Que não vale viver sem o seu querer bem.
Um dia a gente desiste da burrice e corre
E com sorte teremos um último vislumbre do paraíso aqui.
E então graças a Deus.
Então adeus
Adeus a vida
Adeus você
Foi um prazer.
terça-feira, 12 de março de 2013
Amor a vida. A vida que se põe. A vida que se tem.
Andando. Vivendo. Correndo. Pare!
Olhe. Acorde. A paz te pesque e renda.
Mil rendas sobre teu corpo cigano.
Lábios se movendo e eu simplesmente amo.
Me perco na luz deste canto.
Tudo gira. Tudo em movimento.
Canção antiga invadindo o peito.
Os pés desnudos batendo o mesmo piso frio.
Eleva a alma. Acalma o corpo. Desprende a mente.
E de repente sente.
Então não invente desculpas esfarrapadas pra voltar.
E o vento te leve. E você leve já não percebe o peso da vida.
Não me deixa. Não se deixe. Me pega pela mão e vai. E vem.
Cola em mim e diz.
Em palavras indizíveis não saímos do lugar.
Me vira. Revira. Encontra. Que eu canto. Eu grito. E tudo muda.
E tudo vivo. E tudo segue. E tudo aqui.
Se já estamos assim, pra que parar?
Se já podemos nos ver, pra que fugir?
Se já conseguimos tocar, pra que mentir?
Se já sabemos amar, pra que calar?
Se a vida invade o quarto, pra que se fechar?
Só podemos aceitar que as vezes as coisas podem simplesmente acontecer.
E de manhã o sol traz Deus pela janela. E não precisamos saber.
Então que algo mais nos segure ao chão. Porque acho que um passo a mais e vamos flutuar nessa intenção. Intenso.
E a vida não é mais o que foi. E não precisamos saber.
Olhe. Acorde. A paz te pesque e renda.
Mil rendas sobre teu corpo cigano.
Lábios se movendo e eu simplesmente amo.
Me perco na luz deste canto.
Tudo gira. Tudo em movimento.
Canção antiga invadindo o peito.
Os pés desnudos batendo o mesmo piso frio.
Eleva a alma. Acalma o corpo. Desprende a mente.
E de repente sente.
Então não invente desculpas esfarrapadas pra voltar.
E o vento te leve. E você leve já não percebe o peso da vida.
Não me deixa. Não se deixe. Me pega pela mão e vai. E vem.
Cola em mim e diz.
Em palavras indizíveis não saímos do lugar.
Me vira. Revira. Encontra. Que eu canto. Eu grito. E tudo muda.
E tudo vivo. E tudo segue. E tudo aqui.
Se já estamos assim, pra que parar?
Se já podemos nos ver, pra que fugir?
Se já conseguimos tocar, pra que mentir?
Se já sabemos amar, pra que calar?
Se a vida invade o quarto, pra que se fechar?
Só podemos aceitar que as vezes as coisas podem simplesmente acontecer.
E de manhã o sol traz Deus pela janela. E não precisamos saber.
Então que algo mais nos segure ao chão. Porque acho que um passo a mais e vamos flutuar nessa intenção. Intenso.
E a vida não é mais o que foi. E não precisamos saber.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Acorda.
E não é que o tempo passa. As pessoas mudam. E num turbilhão de sentimentos agudos teu instinto paira. Aguarda. Em agonia e gozo o ser humano tenta. Luta. Vai cavando a vida como minhocas na lama, buscando ar. Buscando cama. Leito quente. Amor perene.
E a cada lance o tempo muda. E as pessoas passam. E a cada passo um novo rastro. Novo erro. Ou acerto. Sua consciência é escrava e ama. Quando pensa ter achado a resposta sua cabeça vira. Seu âmago revira e a pergunta muda. Sua boca muda de mil pensamentos abstratos. Sua alma cala diante do abismo revelado. Do movimento impulsionado em frente o ponto final estático. Do momento exato da escolha plena. Pois este é o rei da ambiguidade. Vive a procura. De escolha tola em escolha tola se afasta da verdade. A verdade que tanto busca. É assim, como se alimentasse sua doença enquanto busca a cura. Encontra-la. Mera balela de quem tapa o sol com meias verdades. Meias vontades. Quem se engana com o discuso do leão covarde que habita a caverna escura de sua mente distorcida, disfarçada de cabeça pensante. Então, antes de achar que a sua descoberta foi feita, que suas idéias são tão perfeitas, antes de se desfazer do seu semelhante perceba nele o mesmo viajante, perdido em busca abrigo no coração alheio, pois no próprio corpo por vezes nos sentimos forasteiros. Divida com ele o mesmo medo. Pois eis que somos apenas pedaços de carne vagando. Milhares de pensamentos vagando. E a única coisa real neste plano são as atrocidades e caridades praticadas pelo animal humano.
E a cada lance o tempo muda. E as pessoas passam. E a cada passo um novo rastro. Novo erro. Ou acerto. Sua consciência é escrava e ama. Quando pensa ter achado a resposta sua cabeça vira. Seu âmago revira e a pergunta muda. Sua boca muda de mil pensamentos abstratos. Sua alma cala diante do abismo revelado. Do movimento impulsionado em frente o ponto final estático. Do momento exato da escolha plena. Pois este é o rei da ambiguidade. Vive a procura. De escolha tola em escolha tola se afasta da verdade. A verdade que tanto busca. É assim, como se alimentasse sua doença enquanto busca a cura. Encontra-la. Mera balela de quem tapa o sol com meias verdades. Meias vontades. Quem se engana com o discuso do leão covarde que habita a caverna escura de sua mente distorcida, disfarçada de cabeça pensante. Então, antes de achar que a sua descoberta foi feita, que suas idéias são tão perfeitas, antes de se desfazer do seu semelhante perceba nele o mesmo viajante, perdido em busca abrigo no coração alheio, pois no próprio corpo por vezes nos sentimos forasteiros. Divida com ele o mesmo medo. Pois eis que somos apenas pedaços de carne vagando. Milhares de pensamentos vagando. E a única coisa real neste plano são as atrocidades e caridades praticadas pelo animal humano.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
É só que hoje algo me remete Cazuza!
"Fim
A noite acabou feito gim
Espuma branca lavando o meu pé
Os amigos de sempre já tão indo embora
E o garçon fecha o bar
Mal-humorado e cansado
Será que você não vê
Que o teu lugar é do meu lado?" Vivo atrás do que sentir
Sentir forte até que transborde
Eis aqui seu último presente.
Quando me disse sem porque ou porem
Como se tudo fosse natural
A partida de parte do meu querer bem
Em um segundo mil lembranças
Parece bobo e clichê, esse é o mal de quem te adora.
Agora mais calma recebo o que sente
E percebo outra vez que em parte me parte
Mas sem ele és parte e te quero inteira!
Prometa apenas guardar a boa lembrança
Leve um pouquinho de tristeza ao deixar aqueles que ama
Somos mais do que palavras, o que vivemos fala por mim
E apesar do meu carinho ao descrever o que sinto
Ao terminar quero que levante os olhos, estarei na sua frente, de braços abertos.
Todos te encorajando, uns rindo outros chorando.
Bem, eu já chorei!
Chorei ao escrever,
Chorei porque te amo.
A noite acabou feito gim
Espuma branca lavando o meu pé
Os amigos de sempre já tão indo embora
E o garçon fecha o bar
Mal-humorado e cansado
Será que você não vê
Que o teu lugar é do meu lado?" Vivo atrás do que sentir
Sentir forte até que transborde
Eis aqui seu último presente.
Quando me disse sem porque ou porem
Como se tudo fosse natural
A partida de parte do meu querer bem
Em um segundo mil lembranças
Parece bobo e clichê, esse é o mal de quem te adora.
Agora mais calma recebo o que sente
E percebo outra vez que em parte me parte
Mas sem ele és parte e te quero inteira!
Prometa apenas guardar a boa lembrança
Leve um pouquinho de tristeza ao deixar aqueles que ama
Somos mais do que palavras, o que vivemos fala por mim
E apesar do meu carinho ao descrever o que sinto
Ao terminar quero que levante os olhos, estarei na sua frente, de braços abertos.
Todos te encorajando, uns rindo outros chorando.
Bem, eu já chorei!
Chorei ao escrever,
Chorei porque te amo.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Sinuoso
Com toda certeza outro sabor, outra energia. Te provo em fluído e em risos distraio a melancolia. És minha fração matinal de alegria.
Se não peço, invado, ainda vejo em teus lábios satisfação e confusão. Que mesmo perdido responde em toque a outra língua.
Se tua pele é o oposto, me completa em forma e gosto e nos tomamos em sinergia.
Sinto que em tua mão tremo, como barro me modela, me encaixa e respondo obediente a minha pulsação crescente.
O que espero é despir o segredo e acorda-lhe com um beijo pra livrar-me de vez desta agonia.
Como sempre me perco em perguntas, se também sentes o que me percorre, se o teu querer perdura.
Mas calo o pensamento. Desta vez só quero ouvir o centro e desejar nossas peles nuas.
Uma cama. Um cigarro. Nossos corpos molhados.
Nada de romantismo barato. O único poder que espero sobre mim é o do teu....
Enfim
Se não peço, invado, ainda vejo em teus lábios satisfação e confusão. Que mesmo perdido responde em toque a outra língua.
Se tua pele é o oposto, me completa em forma e gosto e nos tomamos em sinergia.
Sinto que em tua mão tremo, como barro me modela, me encaixa e respondo obediente a minha pulsação crescente.
O que espero é despir o segredo e acorda-lhe com um beijo pra livrar-me de vez desta agonia.
Como sempre me perco em perguntas, se também sentes o que me percorre, se o teu querer perdura.
Mas calo o pensamento. Desta vez só quero ouvir o centro e desejar nossas peles nuas.
Uma cama. Um cigarro. Nossos corpos molhados.
Nada de romantismo barato. O único poder que espero sobre mim é o do teu....
Enfim
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Cada passo sofrido. Vivendo e esquecendo. A busca da inexistência.
Não cobre-te de mim. Das minhas lágrimas. Só esquece de tudo. Segue em frente que não te convém guardar as mágoas. São minhas de direito.
Engraçado sentir-me assim, Fraca. Não de pensamentos, ideias, sabe?! Fisicamente, eu digo. Parece que não posso dar um passo, tudo dói, passar todo dia e avistar tudo que eu tinha e não tenho mais, mais dor. Não tenho vontade de ocupar este lugar no espaço, de consumir este tempo com minha existência rala.
No começo eu te disse o que seria, eu avisei. Você me fez desmentir tudo, acreditar num futuro claro, e pra que? Eu digo! Não é nossa culpa, nem tua. Sei que sentimos, dissemos, vivemos. Mas agora já foi. Como toda beleza se esvai, efêmera. Porque o sentimento é do mundo, e não há no mundo o que não seja mutável fluido, vago. Vagando neste momento entre meus dedos, e ainda assim, mesmo que eu me corte, sei que o sangue e tudo isso que nem consigo explicar é passageiro. Mas é que é tão injusto comigo querido. Não tu, eu não o culpo. Mas tudo. Me vejo traída por mim mesma, meus princípios No fim eu estava certa. E escrever é minha única alternativa. De resto só sobra a ferida aberta no meu peito, que procuro fechar de qualquer jeito. Na companhia dos amigos, pois na solidão eu sempre choro, e já não sei se lágrimas me restam. Eu danço, meio sem jeito, agonia em cada movimento, mas me apego na tentativa de expulsar os demônios. No destilado despejo minhas lembranças, é assim. Em outros corpos fujo de mim. Infelizmente, em todos eles sinto teu cheiro. E por enquanto não esqueço, nem sei se gosto ou odeio. Gostaria de ter prazer, mas no momento tudo é esforço. A dor só tinha lascívia no teu corpo.
Mas deixa quieto, deixa disso, porque eu sei que esse fim não é o primeiro. Logo o amor, a dor, o choro e o que mais for vai ter por dono outro nêgo.
Engraçado sentir-me assim, Fraca. Não de pensamentos, ideias, sabe?! Fisicamente, eu digo. Parece que não posso dar um passo, tudo dói, passar todo dia e avistar tudo que eu tinha e não tenho mais, mais dor. Não tenho vontade de ocupar este lugar no espaço, de consumir este tempo com minha existência rala.
No começo eu te disse o que seria, eu avisei. Você me fez desmentir tudo, acreditar num futuro claro, e pra que? Eu digo! Não é nossa culpa, nem tua. Sei que sentimos, dissemos, vivemos. Mas agora já foi. Como toda beleza se esvai, efêmera. Porque o sentimento é do mundo, e não há no mundo o que não seja mutável fluido, vago. Vagando neste momento entre meus dedos, e ainda assim, mesmo que eu me corte, sei que o sangue e tudo isso que nem consigo explicar é passageiro. Mas é que é tão injusto comigo querido. Não tu, eu não o culpo. Mas tudo. Me vejo traída por mim mesma, meus princípios No fim eu estava certa. E escrever é minha única alternativa. De resto só sobra a ferida aberta no meu peito, que procuro fechar de qualquer jeito. Na companhia dos amigos, pois na solidão eu sempre choro, e já não sei se lágrimas me restam. Eu danço, meio sem jeito, agonia em cada movimento, mas me apego na tentativa de expulsar os demônios. No destilado despejo minhas lembranças, é assim. Em outros corpos fujo de mim. Infelizmente, em todos eles sinto teu cheiro. E por enquanto não esqueço, nem sei se gosto ou odeio. Gostaria de ter prazer, mas no momento tudo é esforço. A dor só tinha lascívia no teu corpo.
Mas deixa quieto, deixa disso, porque eu sei que esse fim não é o primeiro. Logo o amor, a dor, o choro e o que mais for vai ter por dono outro nêgo.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Ultimas considerações
Novamente naquele momento, onde nada disso me dá prazer. Escrever só pelo ato, com medo dos clichês.
Mais uma vez acordar e dormir assim. Chega a ser cômico sentir exatamente a mesma dor. Então eu sei, é outro amor.
E de amor em amor a vida toma gosto. E de dor em dor sinto que em parte morro.
E gravar na pele nunca fez tanto sentido. E se não tem céu nem inferno pra que continuar existindo?
Eu vivo.
Vivo porque é assim que me inspiro. Porque eu sei da verdade do que sinto. Porque sou vaidosa e preciso ouvir outros lábios recitando o que acredito.
Eis o lucro de escrever sentimentos. Não há quem não tenha uma fração do que digo no peito. E por dentro a alma embriagada de vinho tinto, ou devaneios baratos (tanto faz) toma em melodia a flor, e esquece os espinhos. E viver por um segundo é leve e divino. A poesia faz isso com a gente. Nos exalta, nos rebaixa, mas não importa. Somos levados, ludibriados pela beleza do escrito.
Mais uma vez acordar e dormir assim. Chega a ser cômico sentir exatamente a mesma dor. Então eu sei, é outro amor.
E de amor em amor a vida toma gosto. E de dor em dor sinto que em parte morro.
E gravar na pele nunca fez tanto sentido. E se não tem céu nem inferno pra que continuar existindo?
Eu vivo.
Vivo porque é assim que me inspiro. Porque eu sei da verdade do que sinto. Porque sou vaidosa e preciso ouvir outros lábios recitando o que acredito.
Eis o lucro de escrever sentimentos. Não há quem não tenha uma fração do que digo no peito. E por dentro a alma embriagada de vinho tinto, ou devaneios baratos (tanto faz) toma em melodia a flor, e esquece os espinhos. E viver por um segundo é leve e divino. A poesia faz isso com a gente. Nos exalta, nos rebaixa, mas não importa. Somos levados, ludibriados pela beleza do escrito.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Sangria
Cumpra-se em mim a tua vontade. Da carne.
Em partes desiguais me engole inteira. Anceia.
Nua sob teu peso, introduz o castigo. Divino.
O grito em gemido irrompe do peito. Ao meio.
Em tuas mãos me ampara e depois me domina. Inclina.
Na tua boca conselho, saliva e meus seios. Deleito.
Desce em língua ao ventre e entre. Meus medos.
Depois pára e me vira.
Perdão;
De joelhos me calo;
Espero;
Então o desejo. O arrepio e o choro baixo.
Mais forte.
Suplico.
E depois o ambíguo.
A dor e a volúpia.
O profano e o santo.
Humano.
Em partes desiguais me engole inteira. Anceia.
Nua sob teu peso, introduz o castigo. Divino.
O grito em gemido irrompe do peito. Ao meio.
Em tuas mãos me ampara e depois me domina. Inclina.
Na tua boca conselho, saliva e meus seios. Deleito.
Desce em língua ao ventre e entre. Meus medos.
Depois pára e me vira.
Perdão;
De joelhos me calo;
Espero;
Então o desejo. O arrepio e o choro baixo.
Mais forte.
Suplico.
E depois o ambíguo.
A dor e a volúpia.
O profano e o santo.
Humano.
domingo, 21 de outubro de 2012
"Suedehead"
Mais uma vez. Outro por-vir. Me lembro do passado e acho graça. Nunca tão bom, nem tão ruim. Sempre existe um espaço para o descompasso. Um engano. Desenganada espalho tinta preta pelo chão. Pelo corpo. Vários rostos.
Toda primavera desejo me fechar em flores. Sufocar amores. Me perder em mim. Sozinha. Mas a vontade de mudar é forte, então conto com a sorte, mas ela nunca me encontra. Sonho.
Da próxima vez vai ser diferente. Nada de tanta gente. Nada de tanta cor.
Vou esconder a dor no peito, e esboçar sorrisos que apenas o espelho possa ver.
Vou guardar o amor pra outro dia, e quem sabe sem agonia eu possa lhe passar.
Nada de misturar sal e açucar, em cada tempo um gosto. Não inventar.
E talvez sozinha me sinta fria, mas fique calma, fique bem. Sem medir sentimentos, sem fingir o contento. Sem agradecer sem querer.
Sentir falta de tudo pra mim é mais prazeroso. Minha dor se encontra nos outros, que magoo sem tentar, sem sentir, sem calar. Desculpa.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Minha casa anda uma bagunça. Eu sempre falo mas nada muda. Nunca.
Cada resto e migalha no chão. Cada detalhe de mofo nas roupas. Não há nojo. Não há nada. Apatia.
Me sinto esnobe. Torcendo o nariz e revirando os olhos. Escondendo o lixo, aceitando resignado a falta de cor. A falta de amor.
Meu senhor me grita, em um canto cada vez menos importante da minha vida. Deixo passar. Desculpe.
Não aguento falar, sustentar o olhar. Quero um novo dono que me dome as vontades, que me traga lembranças novas para enfeitar o meu lar. Quero deitar-me ao seu lado e permitir sonhar. Divagar. Devagar.
Preciso parar de viver essa vida não vivida. Abandonar a entorpecência. Ganhar fôlego. Acreditar que posso vencer. Preciso.
Mesmo sem saber lidar com isso. Eu necessito para viver do teu carinho.
Cada resto e migalha no chão. Cada detalhe de mofo nas roupas. Não há nojo. Não há nada. Apatia.
Me sinto esnobe. Torcendo o nariz e revirando os olhos. Escondendo o lixo, aceitando resignado a falta de cor. A falta de amor.
Meu senhor me grita, em um canto cada vez menos importante da minha vida. Deixo passar. Desculpe.
Não aguento falar, sustentar o olhar. Quero um novo dono que me dome as vontades, que me traga lembranças novas para enfeitar o meu lar. Quero deitar-me ao seu lado e permitir sonhar. Divagar. Devagar.
Preciso parar de viver essa vida não vivida. Abandonar a entorpecência. Ganhar fôlego. Acreditar que posso vencer. Preciso.
Mesmo sem saber lidar com isso. Eu necessito para viver do teu carinho.
Caminho
Em cada canto só dúvida.
Meu apêgo me destrói, mas sua falta é pior. Sentir e querer o que quero é indigno. Um suspiro. Um lamento.
Estou consumida da vontade de você e novamente sem rumo me pergunto: Porque desejar-te sem fazer-te meu?
Eis a confusão.
Meu menino. Meu abrigo. Meu homem. Meu amado. Me diz o motivo deste fim sem começo. Desse egoísmo. Da minha súplica interna a cada toque, a cada beijo.
Aqui de longe sinto o teu cheiro, mas não és tu.
Me perdoe pela minha fraqueza. Por te amar sem medida, ainda que na volúpia desmedida me perca.
És como irmão, amigo. Em ti tudo é cuidado, até no engano quando ao falares eu sangro.
Somos iguais. Somos opostos. Tenho medo do desgosto em minh'alma sem o vislumbre do teu rosto, do meu sorriso ao estar contigo. Não me deixe. Mesmo que não esteja comigo.
Assinar:
Postagens (Atom)











