*J'ai peur de devenir un adulte sans rêves*

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cada um no seu...


Estou a meia hora em frente a esse computador, pensando e tentando empurrar as idéias em uma direção diferente. Hoje leram o que eu escrevo e o comentário geral foi "Estes são textos de uma pessoa frustrada, insatisfeita, que nunca consegue o que quer!"
Não sei porque, mas isso meio que me afetou. O fato é que não deveria sentir surpresa, pois a verdade é que escrevo a maioria desses textos quando estou triste ou revoltada com algo ou alguém. Mas me fez pensar se eu não seria capaz de escrever algo diferente, "animadinho", apaixonado... A verdade é que acho isso tudo muito chato. Bom... EU acho.
Gosto de escrever sobre revolta, a vontade de estar em outro tempo, em outra situação, amo falar sobre sexo e pensadores vagabundos, divagadores. Contos regados a tequila e uísque, ou uma cervejinha barata...
Enfim, é disso que eu gosto! Bj

Sinto forte e me deixo levar a cada toque. Desejo com toda a alma, com toda a pele. Querendo mais do que sustento, um consolo, um alento. Minha cabeça muito rápida, minha falta de memória me enraivece, se num segundo a inspiração me vem no outro desaparece.
E quando some fico sem rumo, vazia, no escuro... E se a mente não me supre, busco abrandar a alma na carne.
Em outros corpos me alinho, me aninho, esqueço as frustrações, sincronizando respirações, perdendo a calma. Me concentro em cada olhar em cada traço, como uma pintura em movimento. Me envergo, me inclino, me encaixo. Depois me satisfaço e então relaxo.
Alma leve e corpo cansado, levanto e vou pra casa. Me lavo... Qual era mesmo o nome de quem há pouco me segurava? Não importa. Deito, viro de lado, fecho os olhos e então reabro.
Milhões de palavras, fico tonta, um papel, uma caneta, um cigarro... Depois olho em volta, poesia, textos, emoções, tudo explodindo de mim. Me alegro.
Com a cabeça no travesseiro, sorrindo novamente penso "Mas que ironia nesta vida estranha, que eterno flip, primeiro alimento o espírito, tão puro e verdadeiro e quando canso me afundo na lama". Como amo minha essência, não me falta nada, tiro o melhor de cada pele e o melhor da minha alma. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desejos de um pensador!

Pensamentos no papel. Palavras de divagação, que duram o tempo exato de um momento, tão ínfimo.
Falar sobre dores, frustrações, amores, tudo tão forte e tão suave, dissolvido e escrachado, ou talvez em meio ao eufemismo do poeta.
O que se vive é pouco, tolo é aquele que pensa ter vivido demais. É tolo aquele que simplesmente pensa demais...
Eu sou um tolo!
Estou preso entre todas essas paredes e tetos, concreto duro e frio, todas essas responsabilidades e precauções, duro e frio.
Quero correr lentamente, passar por toda essa superficialidade enfadonha, quero respirar, viver!
Desejo beber até a ultima gota, comer com todos os dedos, os dentes, a pele, me sujar, absorver... Quero flutuar e afundar, chafurdar.
Tragar com força os acontecimentos, prender tudo dentro de mim por um longo instante, fechar os olhos e soltar devagar.
Quero estar no meu tempo e fazer dele o que bem entender.
Vou encontrá-la, quero guia-la... E pra onde iremos?! Quando chegarmos lá saberemos.

Uma breve reflexão.


E porque nos sentimos sozinhos? E o que queremos desta vida tão efêmera? Tão doce e amarga, tênue, sublime, densa e complicada... Para alguns tão rasa, gasta, embotada... Pelo menos pra esses a vida sai mais barata, mas do que adianta só vê-la passar?! Pensar demais, fazer demais, sentir demais... Tudo isso é muito custoso, doloroso, o mal dos que muito querem... Vejo esses pensadores entorpecendo a carne para deixar a idéia fluir, sendo recriminados e postos a margem da sociedade... A margem... O engraçado é que nunca os vejo a margem da vida, sempre estão mergulhados, encharcados, chafurdando em experiências transformando tudo o que tocam em inspiração, poesia, canções que embalam e emocionam, revoltam, trazem as mais diversas emoções de uma pessoa, um povo, uma nação inteira... Tanto faz como ou pra quantos, eles sempre o fazem...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A concepção do ver

Ela Estava perdida. Pressa em um labirinto de escuridão sem fim. Vez ou outra uma luz inexplicável se mostrava doce para seus olhos faiscantes, então ela corria, fascinada com a idéia da liberdade. Seu vestido já corroído pelo tempo ganhava vida, e também parecia brilhar, esvoaçando pelo seu corpo esguio, acompanhando o balanço de seus cabelos negros.
A luz aumentava a cada passo dado pela moça, em sincronia, para enfim apagar-se total e violentamente revelando um abismo de sentidos.
Seu corpo inerte e desamparado procurava equilíbrio, esse que foi perdido quando deixou de ser cuidadosa, largando as paredes que mesmo puídas e bolorentas lhe davam sustento.
Essa não era a primeira vez e era obvio, inclusive pra garota, que não seria a ultima. Ela corria, e correria pela simples possibilidade de tocar aquele brilho, que mesmo tão distante lhe aquecia a alma e tirava-lhe o desespero, transformando-o em esperança.
Sentia tanto, buscava tanto e isso lhe trazia indignação... Como podiam "os outros" ignorar tudo aquilo?
Sim, haviam outros. Milhares deles escondidos e conformados nas esquinas do labirinto, e por vezes tentou mostrar-lhes o que via e convencer que a seguissem, mas como eles nunca respondiam ela passou a afastar-se. Eles não cheiravam bem e seus toques eram frios e pegajosos... Como as paredes.
Enquanto se recostava no escuro lembrava com carinho de seus rápidos, porém valiosos vislumbres: Quadros nas paredes, cores gastas em tons pasteis, suas mãos e vestido azul e por fim uma silhueta contra a luz, um ser indefinível que ela jamais esqueceria.
Poderia ser facilmente um dos "outros", mas eles nunca se afastavam das paredes... A garota então percebe e sai de seus devaneios, mais calma se apruma e recomeça sua caminhada, esperando, desejando com cada fibra do seu ser o próximo encontro, a próxima migalha de clareza que a nortearia naquele eclipse eterno.
**Seria fantástico chegar ao fim, e poder enxergar tudo com nitidez. Mas a verdade é que a procura é mais difícil, a luta mais dolorosa e o fato é que nem todos suportariam "a luz" pois depois da beleza haveria toda a dor e feiura.
Ver os labirintos é ainda mais assustador, pois "os outros" também são você, e como um todo verá que passou grande parte da vida construindo grande parte desses muros, esses que o prendem e torturam, mesmo sem saber, ou sem "querer" saber.
E para esta menina/garota que busca respostas o fim esta obviamente mais próximo. E se pudesse ver que no fim são todos como ela foi, e ainda assim tão distintos do que ela é. Pois ao contrário dela eles ainda estão em amarras invisíveis e ainda possuem as bocas costuradas.
Mas ela não sabe.**

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Toque...


Existem vários significados. Para alguns é um sofrimento doce, que se derrete e dissolve; um prazer solitário. Para outros é descoberta, intimidade, liberdade, alegria estantanea.
Mas de qualquer forma é um vicio, um refugio, em um toque o controle, controle de si.
Tudo alimenta o pensamento, a imaginação. Ao fechar os olhos procuramos imagens, ao entreabrir os lábios sussurros alheios.
Alguns querem apenas o fim, outros mostram anseios que não têm coragem de mostrar a mais ninguém.
Desejos ditos "sujos" que todos sentem, aqueles que atraem a todos desse sistema de convenções e represálias.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Serenidade...

O meu rio estava calmo, minha mente vazia, despreocupada. Em seus olhos haviam tempestade, nuvens negras trovoadas.
Havia o pressentimento, mas esse meu rio, como os outros, segue seu curso e levava a ti.
Quanto mais lutava, mais ficava turbulento, violento, fui levada, arrastada, não resisti, toquei você!
Em sua pele havia eletricidade, atração, as suas mãos me derretiam, seus lábios me invadiam, exploravam, me achavam enquanto eu me perdia.
Senti sua chuva me acariciar em milhões de gotas cintilantes, e de nossas bocas trovões que seguiam raios luminosos surgidos do centro de nós.
Mas então meu rio continuou seguindo em frente, deixando sua tempestade chorosa pra trás. E eu lamento por ser um rio, e posso sentir suas lágrimas levadas por mim, que misturam-se e aos poucos desaparecem.
E no fim a calmaria prevalece.

Histórinha de criança...

 Era uma vez uma garota... Uma garota completamente perdida!
Ela tinha uma vontade imensa de fazer milhões de coisas, que nunca fazia, e uma tendência enorme de culpar o mundo por isso.
Vivia querendo provar o quão forte era, e por vezes tomava a frente de coisas simples, que não lhe importavam... Mas fugia e se escondia quando os assuntos eram sérios e realmente a assustavam, aqueles que mexiam com seus sentimentos e que colocavam em risco seu coração.
O fato de poder se tornar vulnerável era seu maior tormento, por culpa dele ela não construía nada que pudesse precisar entregar-se, como uma amizade verdadeira ou um amor sincero, seu sofrimento era constante...
Sozinha, ela foi aos poucos se perdendo em um deserto que lhe ia sumindo, em um momento qualquer que não se sabe noite ou dia ela percebeu a total escuridão, e quando sentiu medo e tentou gritar sentiu o arranhar na garganta, que por falta de uso não produzia mais som... Ou talvez houvesse, mas simplesmente não existia mais ninguém que a ouvisse.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tô de volta...

Bem... Estou cheia de idéias. coisas que nunca conto, nunca escrevo... E resolvi retomar meu querido blog! Com novas sensações... Novos sentimentos...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Amor e outras drogas...

 
Uma rápida nota... Não se pode dizer que este foi um "filméco", visto que assisti sozinha. Mas se fosse seria colocado na linha do regular pra bom.
Primeiro, adoro os atores que interpretam o casal romãntico, Sendo Jake Gyllenhaa o sedutor Jamie e Anne Hathaway a louca, direta, viciada em sexo Maggie, o filme é de Ed Zwick, um diretor mais conhecido por dramas de grandes proporções (''O Último Samurai'', ''Diamante de Sangue'', ''Nova York Sitiada'') do que por comédias românticas (ou, neste caso, ''dramédias''). 
O que de fato me atraiu neste filme foi terem usado o mal de parkison, que é uma doença que nunca tinha visto sendo mostrada em filme nenhum, as atuações foram engraçadas, emocionantes e com certeza mecherem comigo de diversas formas. Enfim, é uma boa escolha para quem queira um amor que supera obstaculos bem menos clichê e batidos...
Depois prometo esplanar melhor sobre o filme! 
Até lá, é isso..
.N

Pseudo escritora

A coisa mais simples do planeta é "se dizer algo". Dentro de nossas mentes fantasiosas podemos ser absolutamente tudo, e muitas vezes as possibilidades que acreditamos possuir nos fazem achar que tudo será e permanecerá em perfeita harmonia.
Sempre quis ser escritora, na verdade sempre gostei de escrever e como tive durante muito tempo o objetivo de viver de algo que amasse...
Lógico que poucas vezes fiz algo que achasse digno de mostrar a alguém, e com o passar dos anos deixei de viver no mundo da fantasia para ver a realidade que se apresentava tão dura, materialista, que não podia esperar a inspiração chegar. 
Agora é assim, não temos tempo suficiente para viver da arte quando ela nos vem a longo prazo. A desvalorização por parte da minha fámilia também me fez ver quão mediocre seria aos seus olhos ter uma filha formada em TEATRO por exemplo, e a cada segundo de repressão eu me perdia de quem sou!
Já comecei uma quantidade assombrosa de contos e livretos que nunca passam da centéssima página, e como isso me frustra...
Enfim, indo logo ao ponto... Depois de anos em silêncio simplesmente larguei o curso de jornalismo em uma ótima universidade e decidi fazer teatro ou literatura! 
Minha fámilia surtou, e de fato eu também, mas nesse momento eu voltava a ver que de fato jornalismo não me deixava expressar o que sentia, mostrar meu potencial literário (que eu penso ter) e que apesar de parecer louco, a vida de uma professora de teatro não me parece de todo mal... Não busco fama, ou nada do tipo, meus motivos para seguir algo assim são outros, e pretendo ser fiel a esses motivos!
Agora infelizmente tenho que me retirar, sei que é abrupto mas eles me chamam... E tenho que ir ao encontro deles! Logo logo volto as minhas lamúrias e desabafos intermináveis. 
Até logo
N. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O que te faz ser?

Pensando em todos meus momentos, felizmente encontrei algo que me conforta, me faz realmente feliz... Sinto essa relação intima com meu corpo, essa paz, a expressão de quem sou e que posso usufruir sem nenhuma culpa, medo ou repreensão.
Dançar é minha fuga, meu meio de esquecer tudo, meu ritmo pode não ser correto e meus passos nem de longe perfeitos, mas ainda assim os amo, pois é assim que sou, e entendi que é tudo que posso e quero ser!
Não comando isso, nem ninguém o faz, é especial demais para ser controlado por quem quer que seja. 
Tudo já é tão limitado, tão complicado, tão copiado, forçado que já não me importo em ser perfeita ou esquisita, melhor ou pior que ninguém, contanto que pelo menos nisso eu consiga continuar sendo eu mesma, unicamente e puramente eu!

Agora já vou indo!
Bjin
N.   

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

#COMER REZAR AMAR#


Nossa, os últimos filmecos foram desastrosos, mas COMER REZAR AMAR salvou a pátria!
Um filme fantástico protagonizado por Júlia Roberts, tendo o incrível Javier Bardem, e é baseado no livro escrito por Elizabeth Gilbert, que se baseia em suas esperiências próprias.
Com diálogos encantadores, inteligentes, cenários de tirar o fôlego e Javier tentando interpretar um brasileiro não tem como não amar este filmeco, que mostra o que no fundo todos procuramos, amor próprio, para que possamos amar outro, saúde do corpo e paz de espírito!

Velhos hábitos (nunca?) morrem

As vezes eu acho que quero tudo bem, tudo em paz, uma vida normal... Me envergonho ao olhar no espelho e ver que não sou assim, dramas me inspiram, me tiram do chão, acho que não suportaria ouvir isso de alguém que não eu mesma.
Me sinto vazia quando estou só, mas me incomoda a companhia. Me tranco em quartos escuros, desarrumados e escrevo sobre mentiras, fantasias, talvez seja o que estou fazendo agora.
Quem saberia?!
Meu Deus, o que procuro em mim, nos outros, nesse lugar abafado com cheiro de mofo?
Só sei que conheço alguém, uma pessoa incrível que gosta de mim, eu também gosto, pode acreditar. Faço que me ame, dou-me toda, sem limites então chega a hora, eu penso:"diga, diga isso bem alto", então ao ouvir as doces palavras sinto-me cheia de alegria, essa sensação momentânea se acaba quando percebo que já não escrevo, já não penso, não respiro e nada me inspira... Me assusto e fujo, corro, me tranco novamente, me sinto traída por mim mesma, choro, ignoro meu amor, desligo o celular, procuro velhos amigos, busco ombros para chorar, sento-me à noite em frente ao computador e escrevo, escrevo, descrevo e toda magoa, toda dor, toda saudade e desespero transborda em palavras verdadeiras, vivas, sofridas... *Para escrever sobre qualquer coisa, antes precisa vive-la, sentir na carne, gravar na alma à fogo o que logo transborda em palavras no papel.
Esta é uma sina, um destino marcado, um circulo vicioso, pois logo as feridas curam, e é chegada a hora de voltar aos velhos hábitos. Procurar até achar!
A solidão me assombra, mas não sei se consigo viver sem ela, minha droga, meu vicio...
Se sou louca?! Talvez seja! É provável que sim.
Mas essa pode ser só mais uma invenção, uma mentira, uma criação inconsciente que ilude até a mim mesma...
Deixo aqui minhas dúvidas e inseguranças... Agora chega de divagações.

Até!
Beijinhos
N.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Havia uma garota na rua, seus cabelos ondulavam cor de cobre. Ninguém sabia que ela estava lá... Olhava pro nada com ar de quem viu demais, e depois de dar passos incertos entendeu que virar as costas trazia consequências e fechar os olhos tira o tempo de quem o possui. Sorte tem os que enxergam além do nada, além do tudo, e sabem que o tempo é algo raro, um bem nos dado com prazo onde acaba... Tudo acaba

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

**Aonde leva essa loucura? Qual é a lógica do sistema?

Eu não busco mais do que quero agora, não vivo mais do que meus momentos, não enfio vontades goela abaixo, não tenho dignidade pela metade, não crio personagens para culpar, não minto meus instintos, não gosto de tudo que todos gostam, não vivo cheia de motivos, não tenho preceitos, sou contra o preconceito, eu crio ilusões pessoais, viajo em lembranças até me perder do que sei, duvido de tudo, acredito quando sinto, grito sem motivo, defendo quem quero, viro as costas e vou embora, danço no vento, vejo aparições, leio os antigos, escrevo novidades...


Filmes que são um terror...


Tá... em uma frase: Que porra é essa?
A pouco tempo eu e um grande amigo resolvemos criar uma segunda-feira do "filméco" *Tipo ir na sorte, se o filme for bom ótimo, se não a gente comenta, ri e vê que tem coisa mais escrota que a nossa vida. *rsrsrsr
Dois dos filmes que vimos foram esses aí: OS VAMPIROS QUE SE MORDAM e O ÚLTIMO EXORCISMO.
Primeiro vimos o último exorcismo, que em alguns momentos* eu que odeio terror* até dei uns gritinhos, mas o final é repentino, batido e mal explicado. O dos vampirinhos metrosexuais e Lobisomens chiuaua é o maior "besteirol" de todos os tempos* Ok, talvez essa tenha sido a idéia desde o principio... só que esse filme alopra; chega a ser tão ridículo que da vontade de rir de tão ruim que é* kkk. Então fica dada a dica:
NÃO PERCAM SEU TEMPO VENDO ESSAS PORCARIAS... A não ser que pretendam ter um dia do "filméco" também

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Voltando e querendo...

Bom... Mal comecei e abandonei meu blog, não tinha certeza do que deveria escrever. Mas nos últimos messes descobri que certeza não é garantia de acerto, e eu não posso desistir tão fácil de algo por ser um tanto confuso e complicado, porque senão nunca vou terminar nada na minha vida*ela é confusa e complicada por inteiro...
Mas a de quem não é?!
Vou tentar considerar o que vi, vivi e senti nesses dias tão incomuns...
No começo tudo era ruidoso, aí descobri que estar em silêncio não é necessariamente estar calado, e percebi que existem coisas que simplesmente não foram feitas pra mudar, mas que podem ser lentamente modeladas se necessário. Que amigos mentem. Que é melhor enxergar logo as diferenças entre você e quem você ama, antes que as conseqüências de fechar os olhos sejam irreversiveis. Que uma pessoa não é composta de um momento, mas que um momento composto pela pessoa certa é fantástico...
Tive um momento de entendimento, aquele em que o mundo fica alheio e se pode ver tudo com objetividade, senti uma leve pontada de dor ao perceber que amores vão e vem, e o que eu julgava eterno realmente era, mas só pelas cicatrizes deixadas. Ao olhar para frente e olhar minha expressão no espelho enxerguei que nem sempre abaixar a cabeça é sinal de respeito, que alto-piedade é foda.
Que intrigante foi também constatar que existem pessoas maravilhosas consideradas inúteis, e que não sou tão imatura quanto me faziam crer, que pensar em mim não é necessariamente ser egoísta e que dinheiro pode ser o cancêr do mundo... Mas faz falta pra caralho*ops.
**Bjux
N.